quarta-feira, 28 de março de 2012

O Ser Transitório

Esta é a beleza do humano: o ser transitório, o saber que nada é eterno, que a beleza, a perfeição, tudo é improvável, tudo é inconstante, tudo é poesia... Cantar o belo, cantar o horrendo, cantar a vida, o efêmero e o transitório, cantar o instante exato do nosso sentir, do nosso perceber. Esta é a grandeza da poesia, que se projeta em poemas imperfeitos, que rabiscamos nos papéis: todos, sem exceção, querendo fixar, qual um instantâneo fotográfico, o sentido apreendido, naquele exato segundo, aquele " estar no ar, antes de mergulhar".

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