O artista de San Francisco Andres
Amador, que se especializou na arte efêmera em praias de areia branca. Armado com diversos
ancinhos de variados tamanhos e sua imaginação, Andres normalmente passa algumas horas em cada peça.
Primeiro esboça o padrão, antes
de fazer qualquer trabalho na areia, cujo resultado guarda a perspectiva e a visão global como um
desafio constante. dres compartilha toda a
sua obra em seu site. Há centenas de peças e também faz workshops, aceita
encomendas e até mesmo esculturas de luz para festas e eventos. É só contacto
em seu site: andresamadorarts.com
ARTE EFÊMERA
"Tudo que é efêmero e trânsitório precisa existir apenas um instante para se tornar eterno" - Bete Macedo
segunda-feira, 15 de abril de 2013
quinta-feira, 29 de março de 2012
Onde? Como? Por que?
Eu sei o que me falta.
Mas se eu sei o que eu quero...., sei onde encontar.
Saio para pegar o que é meu, deixando para trás uma obra.
Se eu volto? Não sei.
Mas se voltar, volto com a certeza que trago comigo tudo o que preciso.
E a obra não será mais a mesma, muito menos EU.
quarta-feira, 28 de março de 2012
O Ser Transitório
Esta é a beleza do humano: o ser transitório, o saber que nada é eterno, que a beleza, a perfeição, tudo é improvável, tudo é inconstante, tudo é poesia... Cantar o belo, cantar o horrendo, cantar a vida, o efêmero e o transitório, cantar o instante exato do nosso sentir, do nosso perceber. Esta é a grandeza da poesia, que se projeta em poemas imperfeitos, que rabiscamos nos papéis: todos, sem exceção, querendo fixar, qual um instantâneo fotográfico, o sentido apreendido, naquele exato segundo, aquele " estar no ar, antes de mergulhar".
Efêmero
Olho a flor no jardim
em sua beleza insolente:
pétalas frescas, cor radiante,
no esplendor da semente
e antevejo o efêmero do belo:
neste instante, gelo,
ao pressentir o transitório
da existência
o findar-se da essência
pois ali ao lado, no mesmo jardim,
outra flor fenece, esvaída em cinzas
cor esmaecida, estames apodrecidos,
a pender da haste, aguardando o fim
numa via-crucis
bela, mesmo que cruel:
uma, já pende à terra
a outra, ainda se estende ao céu
sem saber que tudo finda,
quando cai o véu.
em sua beleza insolente:
pétalas frescas, cor radiante,
no esplendor da semente
e antevejo o efêmero do belo:
neste instante, gelo,
ao pressentir o transitório
da existência
o findar-se da essência
pois ali ao lado, no mesmo jardim,
outra flor fenece, esvaída em cinzas
cor esmaecida, estames apodrecidos,
a pender da haste, aguardando o fim
numa via-crucis
bela, mesmo que cruel:
uma, já pende à terra
a outra, ainda se estende ao céu
sem saber que tudo finda,
quando cai o véu.
Dan Lima
Assinar:
Comentários (Atom)
